O PROFANADOR - EDDY VOMIT
"Pensar em demasia é sofrer em constante agonia"
Textos
NA TERRA DE CLUCLULÂNDIA!!!

Numa casa humilde de constituição precária situada nos confins do interior do interior brasileiro, morava uma família nativa como tantas outras que lutavam dia à dia em busca de seu pão e que massacrada por séculos de injustiças sociais de um sistema covarde liderada por um corja de políticos insanos que conhecemos muito bem e que a realidade de "MARIA MARIA" tão decantada por Milton Nascimento era o carro-chefe daquele assentamento tupiniquim. Justamente dentro desta palafita de 2 cômodos morava Sthephânia um menininha moreninha que de nada entendia sobre as coisas de nosso Brasil e deste mundo em si (E quem entende de fato?). Vivemos numa realidade eterna em contradições e mazelas reinantes e com isso os poderosos continuam mais poderosos e os "Abaporus" que antes comiam algo, comem cada vem menos....
Filha de pais agricultores no engenho de cana-de-açúcar, Sthephânia tinha entre seus melhores amigos, seus bichinhos de pelúcia maltrapilhos e sujismundos que nunca podiam tomar banho, pois agua era escassa naquela paragens. Mas mesmo assim ela cuidava muito bem deles e não os emprestava nem para seus 10 irmãos (que só pegavam eles quando ela dormia), mas tinha um que ela jamais largava, nem quando estava dormindo, era um belo ursinho de pelúcia chamado Cluclu e que a menina jurava de pé junto que quando ela dormia, Cluclu e seus amigos voltavam para sua Terra Prometida. Essa terra de nome Cluclulândia era um lugar perfeito onde a maldade humana ela não conhecia, pois onde só as crianças de espírito evoluído é que poderiam adentrar tal ilha misteriosa e Sthephânia antes de dormir fazia suas preces junto com sua mãe, ela segurava o terço e olhava e beijava Cluclu e no final da reza ela sempre fazia perguntas para seu querido ursinho marrom:
- Por favor Cluclu! Me leve com você para Cluclulândia para que eu possa brincar e ser feliz de verdade!

Certa noite de inverno, a menina morena ouviu um sussurro: "Sthephânia, Sthephânia, você quer ir para ilha hoje comigo?" e a menina morena não acreditou no que seus olhos vislumbravam, ela via Cluclu e seu cãozinho Dog sentados ao seu lado. A menina disse que sim e então o ursinho pegou sua mão e todos saíram voando através da janela da imaginação. Ao chegar na ilha de Cluclulândia, a menina morena reparou que seu ursinho favorito era uma espécie de príncipe neste reino do pirlipimpim e seu cãozinho Dog se transformara num belo dragão azul que ao invés de cuspir fogo, ele cuspia doces e suas asas eram brilhantes e fosforescentes e muitas criaturas viviam por lá sempre em paz e com muita alegria e quando os ilustres visitantes chegaram, eles foram saudados por formiguinhas rosas chamadas Lino e Lena e por imenso jabuti de casco vermelho de nome Otelo. Todos já esperavam por esta grande visita e já tinha preparado uma imensa ceia com muitas frutas como mangas, morangos, cerejas, bananas, maçãs, uvas verdes e rosas e até ameixas douradas e muitas outras frutas que só haviam em Cluclulândia e jamais se comia carne naquele local, pois ninguém matava nem uma formiguinha sequer e todos viviam em harmonia e até as cobras eram amigas dos outros animais e os leões e tigres brincavam com as corsas e os macacos e na verdade tudo era amor e paz naquela utopia das quimeras flamejantes...
Depois de muito brincar com seus amiguinhos e de comer bastante frutas, até mesmo as exóticas eram uma delícia e o tempo sempre era agradavél e nunca chovia forte e sim apenas um leve garoa para regar as plantas que também falavam e jamais eram arrancadas de suas raízes, pois as arvores milenares é que liberavam as frutinhas deliciosas e assim tudo rumava na mais perfeita harmonia, até que Sthephânia precisa retornar para sua terra natal e com um ponta de tristeza ela ia se despedindo de um á um de seus novos amiguinhos e por último fez aquela velha pergunta ao seu amado ursinho Cluclu:
- Meu amado ursinho Cluclu, vc poderá me trazer de volta algum dia nesta bela ilha?
- Claro minha amiguinha! Basta apenas imaginar e sua alma vais vagar pelas nuvens brancas da felicidade...

Após ouvir seu belo ursinho, Sthephânia abre os olhos e volta a sua realidade cotidiana e ao respirar fundo, ela já sonha novamente com sua nova visita a ilha de Cluclulândia.....
Eddy Vomit
Enviado por Eddy Vomit em 09/07/2021
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