O PROFANADOR - EDDY VOMIT
"Pensar em demasia é sofrer em constante agonia"
Textos
VISÕES UMBRÁLICAS DE UM PRETORIANO QUE SUPLICIOU JESUS CRISTO!!!!
Após libertarem Barrabás, os séquito romano/judaico levou o carpinteiro de Nazaré para seu mais doloroso flagelo. Jesus foi amarrado num tronco e teve sua túnica esfrangalhada aos risos romanos do soldados que o vilipendiavam a esmo. Em sua face tristonha, Cristo parecia implorar a seu Pai que perdoassem aqueles infelizes e com olhos enternecidos ao transe mediúnico, sua alma parecia estar em outro plano. Os primeiros açoites do Azorrague despedaçaram lanhos de carne de suas costelas, em latim o pretoriano Julius Crassos castigava Jesus aos berros. O sangue já lhe cobria todo o corpo seminu e sua tristeza para com a humanidade lhe provocava choros de piedade. Na vigésima açoitada, o messias Nazareno tomba quase inerte, Julius grita aos soldados:

- Levantem o rei dos judeus! Ainda não terminei o castigo dele e se ele é tão poderoso assim, porquê não se libertaS? - Gritava o pretoriano com uma ironia aberrante.

   Jesus foi novamente levantado e o azorrague continuou seu trabalho diábolico, pedaços de carne e jatos de sangue estavam espalhados sobre o chão, a comoção crescia e quanto mais o romano o açoitava, mais o carpinteiro parecia perdoa-lo. Muito irritado com essa divina concepção de Jesus, Julius o desafiava todo o tempo e com mais ódio castigava o corpo frágil do Nazareno. O pretroriano estava acompanhado por espíritos negros de faces horripilantes que lançavam imprópérios a Jesus, somente ele via os demônios regorjizarem-se  sobre seu flagelo e também aos demônios ele os perdova por sua ignorância nas trevas. Após o massacrante castigo, Simão Pedro e os outros apóstolos choravam inertes aos sofrimentos de seu mestre. Madalena com os olhos vermelhos não conseguia falar e Maria mãe de Cristo rezava à Deus para logo receber seu filho em seus braços. Jesus foi levado ao calabouço por Julius e os outros soldados que o flagelavam aos gritos ignomiosos e acusações sem sentido, os romanos davam bastonadas e chutes em Jesus até não poderem mais. Com o corpo praticamente massacrado, Jesus os fitava mudo exteriormente e em seu idioma o aramaico orava para Deus salvar aqueles homens que nada sabiam das verdades divinas. Depois de um certo tempo, Julius foi ao canteiro colher espinhos e fez uma coroa de espinhos causticantes e ao voltar ele a fincou com toda força na fronte de Jesus e viu o sangue nazareno esvair-se até inundar todo o sujo chão da prisão romana em Jerusalém. Dentro de seus aposentos, Poncio Pilatos parecia não acreditar no que via e se admirava do ódio que os fariseus e agora seus soldados desferiam contra um louco tão inofensivo quanto este tal de Jesus de Nazaré, em sua visão pagã ele não compreendia o que era o amor e a fraternidade destes imundos galileus, e o pior era a crença  somente para um Deus e por isso julgava todos os judeus uns loucos. Ele assistia de sua janela ornamentada, ao suplício do profeta galileu com atenção e via que seu pretoriano Julius Crassos, parecia possuído por uma força demoniáca ao bater em Jesus.
    Depois de "coroar" Jesus, Julius novamente o açoitou com perversidade e ria com desprezo do pobre galileu que ao seu entender não passava de um mendigo louco que jurava ser o filho de um Deus que ele nunca compreenderia. Os soldados romanos arrastaram o carpinteiro de Nazaré para sua via-crucis pelas ruas da cidade santa e a revolta dos seguidores do messias Nazareno foi tratada com força total, bastonadas e golpes de azorrague voavam sobre os espíritos inquietos que tentavam se aproximar de Jesus, os verdugos romanos batiam na turba sem dó nem piedade e pareciam se divertir com o horrendo espetáculo, Caífas parecia orgulhoso dentro do templo de Salomão, mas na realidade tremia interiormente ante  o poder divino que ele mal compreendia e ao seu ver, ele mandara crucificar um réles ladrão galileu, um verdadeiro messias impostor. Ao chegar no local da crucificação, julius Crassos fez questão de pregar os pulsos e os pés de Cristo com pesados pregos que dilaceraram os ossos do profeta e a cada martelada,Julius ria de sua malvadeza e chegou ao ponto de dizer ao nazareno:

- Um dia nos encontraremos no inferno!
- E então eu lhe salvarei a alma - disse Jesus tristemente.

    Julius revoltado com a resposta, esmurrou Cristo dizendo para o galileu se calar e aceitar seu castigo, já que o povo judeu o mandara para a cruz e por isso os romanos não eram culpados de nada, para nós, é apenas diversão crucificar ladrões e mendigos loucos com tu! Dizia o pretoriano. A cruz com a inscrição INRI foi erguida ao meio de duas outras que continham dois ladrões comuns, e um deles gritou ao nazareno:
- Se és Deus, nos livra daqui!
- Cala-te ignorante, hoje entrarei com ele no paraíso - dizia o outro
- Hoje da-me tua mão e me segues ao reino de meu Pai! - disse Jesus com seu olhar pranteado.

    Embaixo da cruz Julius parecia feliz por crucificar tal infame, logo ele iria voltar para as legiões e poderia contar aos seus a história de um galileu louco que se dizia filho de um Deus soberano sobre todos os outros, isso seria muito engraçado e então os romanos poderiam rir aos goles de vinho desta estória absurda deste povo barbaro, Julius se orgulhava de ser romano, afinal de contas, Roma era o centro do mundo, era o verdadeiro império na Terra e ninguém se comparava aos romanos, nem os gregos conseguiam tal divindade quanto os latinos romanos, "tanto que nós os derrotamos com facilidade e agora são nossos escravos aqueles afeminados gregos", pensava orgulhoso o pretroriano. Quando Jesus teve suas costelas perfuradas por um soldado que pareceu em transe ao receber o sangue cristão, Julius nada entendeu e tremeu ao ver os céus e a terra em pandemônio e atribuiu isso aos feitiços do Nazareno maldito, ordenou que as pernas dos ladrões fossem esmagadas com os  costumes da época e ao descer o corpo inerte de Cristo, Julius Crassos sorriu com desprezo e disse:

- Levem o moribundo daqui seus ladrões sujos e nunca mais os quero ver vagabundando por Jerusalém bando de feiticeiros galileus!

     O tempo passou e Julius ficou sabendo da tal ressureição do Nazareno, na qual   ele riu com tamanha altivez. Julius fora mandado para a Bretanha para tenta conquistar a ilha a mando de Calígula que ao seu ver era um imperador completamente louco, a galera atravessava o mar rumo a ilha bárbara, enquanto isso, Julius contava a crucificação de um certo  carpinteiro judeu há dez anos atráz para seus conterrâneos que as gargalhadas pareciam não acreditar em tal estupidez daquele povo do oriente. A galera se aproximava da costa da Bretanha, ao desembarcarem nas praias saxãs, a legião romana fora surpreendida com um violento ataque barbaro, o golpe foi fatal, os Bretões invadiram a galera aos golpes de machado e aos tiros de velozes bestas o morticinio romano foi geral, centenas de soldados romanos iam sendo decapitados e estraçalhados pelos enormes machados e martelos bárbaros que esmigalhavam cérebros a torto e a direito, tiros de catapultas flamejantes estavam pondo a galera a deriva e com certeza aquela legião romana jamais voltaria a sua terra natal. Julius tentava se defender da horda selvagem e já tinha trespassado cerca de 20 bretões com sua espada, mas de repente uma cutucada de longa lança o atingiu no ombro, ferido , Julius ainda consegiu matar seu inimigo com um golpe na jugular do infeliz e o sangue romano se misturou ao sangue bretão e então Julius viu que eram exaramnete iguais em tudo e que na hora da morte tudo se igualava, cambaleante ante ferimento tão grave, Julius estava com a visão turva e nem viu o derradeiro golpe fatal em sua carótida que foi desfigurada tamanho golpe de machado efetuado pelo bárbaro e então tudo escureceu e a morte veio buscar  o pretoriano Julius Crassos......

SEGUNDA PARTE.

   Ao acordar num lugar fétido e lamacento onde as trevas davam a tom de miséria e sofrimento , o pretoriano ainda golfava sangue da carótida rompida, a dor era intensa e ele nada entendeu e qual não foi seu espanto ao vislumbrar gigantesca figura horrenda de besta-fera ao fita-lo com olhares satânicos em seus olhos vermelhos. Julius petrificado de pavor buscou sua espada e nada achou, e se perguntou que monstro era aquele e se tinha a ver com os feitiços dos bretões. Sombras moribundas começaram a cerca-lo e a zombar do romano aos gritos, ele tentou correr e inutilmente nada podia fazer contra aqueles vultos negros que o empurravam para todos os cantos e o vilipendiavam com galhardia:

" Lute agora seu covarde romano, aonde está tua legião? Agora vais pagar caro por tuas malvadezas e benvindo ao inferno seu maldito pagão"

Ao dizer isso, açoites de azorrague começaram a vir de todos os lados e a supliciar o corpo de Julius Crassos que não sabia estar morto e se estava porque ainda sentia dor tão intensa e o pior que o frio e a fome lhe invadiam o corpo de uma forma que ele jamais imaginaria existir. As respostas eram imediatas e as sombras gritavam para o pretoriano que em vão ele tentaria escapar dos açoites da azorrague sangrenta que lhe trazia dores que doíam milhares de vezes mais que as dores  da terra e esta miséria infernal eram mil vezes pior que a da terra e aos prantos de agonia, Julius Crassos clamava por seus deuses dourados e o que ouvia eram relinchos e uivos e gritos demôniacos de espíritos obscuros que dilapidavam aquele espírito ateu.
Julius se perguntava se aquilo iria passar e as vozes diziam a ele  "Nunca seu maldito cão romano, tu quiemarás neste inferno para todo o sempre e nós o perseguiremos para todo o sempre e tu nunca mais morrerás, pois já estás morto e tua alma agora nos pertence e aceite teu flagelo", " Tu supliciaste o filho de Deus ao nosso mando e agora receberas tua recompensa" Inúmeros açoites de azorrague lanhavam o corpo de Julius e seus prantos de agonia se misturavam as suas súplicas e então ele viu dezenas de almas moribundas sendo açoitadas por diabos alados com faces indescritíveis tamanho eram o horror de seus olhos, o pior monstro da terra era belo se comparado aqueles demônios que escancaravam suas negras línguas que golfavam sulcos negros e fétidos como lama podre e  em escárnios pérpetuos ante aqueles espíritos moribundos. Julius chorava copiosamente e notava que o tempo ali nunca passara e que a noite trevosa nunca se esvaía e qua as trevas as vezes eram frias de congelar até os ossos e as vezes eram escaldantes que pareciam borbulhar a pele do moribundo, sua fome era intensa e apenas agua lamacenta   seu espírito tinha para sover, ele estava nu  e a mercê dos impropérios daquele inferno que ele não compreendia e então ele viu Calígula sendo flagelado por criaturas tão vis que o curravam sem dó com enormes pênis e gritavam para ele "Agora imperador, vais sofrer de teus próprio venenos". Julius chorava copiosamente e procurava se arrepender de seus atos e quanto mais ele tentava se arrenpender, mais açoites de azorrague lhe rasgavam as carnes ele tinha um sono profundo e as vezes conseguia adentrar a negra floresta para se esconder de seus verdugos satânicos, mas logo era encontrado e novamente flagelado por monstros vis que continuavam a rir de seu sofrimento. Foi então que Julius se lembrou de Jesus e com lágrimas nos olhos, ele suplicou a piedade do mestre de coração e então intensa luz se abriu em meio as trevas fazendo que os seres hediondos fugissem  a tamanha singeleza. E descendo ao Umbral, Cristo envolto de espíritos angélicais estendeu a mão a Julius Crassos que com eterna emoção balbuciou:

- Perdo-me senhor Jesus, eu era um relés ignorante e agora sei da verdade divina e a ti entrego meu espirito.

- Eu sempre lhe perdoei meu filho e esperei teu chamado da zonas inferiores para vir te buscar, tu e teus irmãos que quiserem aceitar Deus, meu pai nunca os abandonará. Tu ficastes no Umbral por vinte anos e por isso teus padecimentos foram muitos agora vens,da-me tua mão e me segues e verás outras esferas e tua reencarnarás e se tornarás meu apóstolo e  então tu levarás meu nome aos povos ignorantes e assim se libertarás dos flagelos humanos.

Então o ex-pretoriano e agora servo do Cristo se deixou levar para as zonas superiores e se preparou para sua nova reencarnação na forma apostólica para elevar os ensinos cristãos aos povos barbaros.

                                                                         FIM
Eddy Vomit
Enviado por Eddy Vomit em 22/09/2009
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